O QUE É SER BILÍNGUE?
A noção de
bilinguismo tornou-se ampla e complexa, dificultando assim a tarefa de
conceituar esse fenômeno. O que é ser bilíngue?
Bloomfield (1935) define bilinguismo como “o
controle nativo de duas línguas”. Essa é a visão que inclui apenas os bilíngues
perfeitos. Na posição oposta a Bloomfield, podemos citar o conceito de
Macnamara (1967) que diz que “um indivíduo
bilíngue é alguém que possui competência mínima em uma das quatro habilidades
linguísticas – falar, ouvir, ler e escrever – em uma língua diferente de sua
língua nativa”. Podemos propor que os dois autores supracitados possuem visões
opostas, dois extremos.
Porém, entre as
duas definições supracitadas, podemos encontrar outras acepções como a de
Titone (1972) que enfatiza a importância de se falar uma L2 seguindo as
estruturas dessa língua e não simplesmente traduzir literalmente ou parafrasear
a primeira língua do indivíduo. Baker e Prys (1998) questionam que componentes
devem ser considerados na classificação de bilíngues. Os autores levantam
questões relacionadas à fluência oral, competência linguística, proficiência e
diferenças no desenvolvimento das habilidades linguísticas. Li Wei (2000)
argumenta que se deve incluir indivíduos que possuem graus de proficiência
diferentes e que muitas vezes falam até mais que duas línguas.
Para esta e futuras postagens consideraremos a definição de
bilinguismo de Hamers e Blanc (2005) que considera sua multidimensionalidade,
não ficando somente na competência linguística. Os autores consideram seis
dimensões ao definir o fenômeno de bilinguismo.
Tipos de bilinguismo:
Para definir
bilinguismo, Hamers e Blanc (2000) consideram seis dimensões. Termos em
português por Megale, 2005.
1. Competência relativa
2. Organização cognitiva
3. Idade de aquisição das línguas
4. Presença ou não de indivíduos falantes
da L2 no ambiente social da criança
5. Status da língua na sociedade
6. Identidade cultural

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